Na Laje
No mundo onde eu moro bate um vento
De lá eu vejo o céu beijar o mar
Alí parece que parou o tempo
Esse cenário é bom pra namorar
As ondas lá embaixo no recreio
As pipas tremulando sem parar
Lá na laje eu vou lá na laje, eu vou já
Agora que parou o tiroteio
Todos os chegados vão chegar
E quem trabalha tanto o dia inteiro
Tem um mirante só pra descansar
Você vai ver um mundo verdadeiro
O que a gente faz desse lugar
Lá na laje eu vou lá na laje
Eu vou pra lá
Eu vou pro lá de lá da laje
Eu vou pra lá e vou te convidar
Eu vou pra lá
Eu vou pro lá de lá da laje
Eu vou pra lá e vou te convidar
Aeroporto, quadra, galinheiro
Varal, terreiro, pista pra dançar
Piscina de mangueira ou de chuveiro
E ondas pra você sintonizar
Cachorro solto, violão, pandeiro
E o cheiro de churrasco pelo ar
Lá na laje eu vou lá na laje
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. voix: Mônica Freire
. participation spéciale : LG, Jairo (Afroreggae)
. basse: Dan Gigon
. ukulélé, guitares et programmation: Liminha
. claviers, batterie: Alex Mcmahon
. percussions: Marcos Suzano
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Na laje
Dans le monde où je vis un vent souffle
De là je vois le ciel embrasser la mer
Là-bas on dirait que le temps s’est arrêté
Ce décor est fait pour être à deux
Les vagues à Recreio, sous nos yeux
Les cerfs-volants virevoltent sans arrêt
Là-bas, à la “laje”, je vais là-bas à la laje, j’y vais tout de suite
Maintenant que la fusillade s’est arrêtée
Tous les proches vont arriver
Et pour ceux qui travaillent dur toute la journée
Un mirador les attend pour se reposer
Tu vas y voir un monde vrai
Et ce qu’on a fait de cet endroit
Là-bas à la laje, je vais là-bas à la laje
Je vais là-bas
Là-bas et au-delà de la Laje
Je vais là-bas et je vais t’y inviter
Je vais là-bas
Là-bas et au-delà de la Laje
Je vais là-bas et je vais t’y inviter
Aéroport, terrain de jeux, poulailler
Corde à linge, “terreiro”, piste de danse
Baignades et douches aux jets de boyaux
Et des ondes pour te connecter
Chien sans collier, guitare, percussion
Et l’odeur de grillade dans l’air
Là-bas à la “laje”, je vais là-bas à la laje
Olha So
Olha só
Como ele sabe requebrar
Remexer o que ficou por revirar
Ascender
O fundo do nosso quintal
Compreender
Que quando o samba bate
já não dá pra segurar
Esse moreno
Só quer saber de rebolar
E a cidade parou
pra ver o bloco passar
E o bloco da ziriguidum
e como dá
Até o dia começar
quero sambar em paz
Deixando na manhã
na manha o sono do cordão
Com muita ginga
pra levar dentro do coração
O meu amor comum
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.voix: Mônica Freire
.basse : Liminha
.cavaco électrique: Rodrigo Maranhão
.piano et programmation: Guy Dubuc
.batterie, percussions et programmation: Marc Lessard
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Você Tem Que Decedir
Você tem que decidir
Se vai vir ou vai fugir
Que eu tô louca pra contar pro mundo
Tanto tempo já passou
Você sabe quem eu sou
Não espero nem mais um segundo
Não tem mais esconderijo
Se vc ficar comigo
O mundo inteiro vai saber
Que tenho orgulho de você
Somos um casal bonito
Pois se for mesmo pra valer
Vale a pena se perder
Abandone seu conflito
Mas se você não decidir
Eu prometo vou sumir
Que eu tô louca pra contar pro mundo
Tanto tempo já passou
Você sabe quem eu sou
Não espero nem mais um segundo
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.voix et guitare: Mônica Freire
.chant indien et tamboura: Lavanya Narasiah
.basse: Dan Gigon
.guitares et ebow: Liminha
.percussions: Marcos Suzano
.batterie: Tony Albino
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Ressonância de Shumann
Se cheguei na hora certa
Não tenho a menor idéia
O futuro ninguém sabe
Vamos ver aqui agora
Pode ser meio arriscado
Como é bom correr perigo
Vou passando pela vida
Sem levar nada comigo
Olhar pra traz pode ser bom
Andar pra frente é natural
O que é melhor o que é pior
Sentir saudade ou esquecer
A vida não é pra ser resolvida
Esqueci o calendário
Já nem sei se tenho abrigo
Joguei fora o meu relógio
Quero ter você comigo
Eu te amo sem querer
E o amor é no escuro
Venha logo numa boa
Antes que mude a lua
Olhar pra traz …
Nao é que a vida é breve
O tempo não espera
E quem nunca se atreve
Não chega no mistério
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.voix, guitare acoustique: Mônica Freire
.basse: Dan Gigon
.guitare: Guy Kaye
.programmation, voix: Liminha
. claviers: Dan Thouin
.percussions: Márcio Victor et Gustavo Didalva
.claps: Marcio Victor, Gustavo Didalva, Mônica Freire, Dan Gigon et Liminha
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Selon la théorie du physicien allemand W.O. Schumann nous sommes en décalage,depuis un moment, avec le rythme qui maintient l’équilibre
entre la terre et sa biosphère. Alors, pour quelques secondes, je décélère, j’enlève ma montre pour parler d’amour, je m’abandonne, je fais
confiance à la vie…et à moi seule le défi de retrouver le rythme qui me permettra de vivre en harmonie.
Go Back
Você me chama
Eu quero ir pro cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente a madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
E se passou, passou
daqui pra melhor, foi!
Só quero saber do que pode dar certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber do que pode dar certo
Só quero saber do que pode dar certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber do que pode dar certo
Não é o meu país
É uma sombra que pende concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história
Que enferruja o que passou.
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus adeus
Você mudou
Mudei também
Adeus amor
Adeus e vem
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. voix: Mônica Freire
. basse: Dan Gigon
. guitare: Liminha
. piano et claviers: Dan Thouin
. batterie mpc live: Domenico Lacelotti
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Torquato Neto(1944 - 1972) poète brésilien, grand penseur de la Tropicalia.
Beira
dia sim, dia não
ainda tenho muito chão
dia vai, dia vem
sempre um pouco mais além
beira, beira, beira
beira, beira, beira
dia não, dia sim
ano bom, ano ruim
dia vem, dia vai
sempre um meteoro cai
pare pra aurora
pare pra aurora
pare pra aurora
aurora boreal
dia sim, dia não
esperando a explosão
dia vai, dia vem
todo tempo é de ninguém
andar a pé, a pé, andar andar
andar a pé até a beira se acabar
andar a pé, a pé, andar andar
andar a pé até a beira se acabar
beira, beira, beira
beira, beira, beira
dia xis, dia dê
gelo para derreter
dia bem, dia mal
no outro dia tudo igual
dia pé, dia chão
vou regando meu sertão
dia dê, dia xis
todo dia por um triz
beira, beira, beira
beira, beira, beira
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. voix: Mônica Freire
. basse, guitare acoustique: Dan Gigon
. guitare : Liminha
. claviers et programmation: Guy Dubuc
. percussions: Marcos Suzano
. batterie et programmation: Marc Lessard
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le bord, la limite, nos talents d’ équilibristes, le début, les frontières, la passion à l'extrême, l’espoir, la fin, autour et après, le doute,
l’au-delà, la folie, le défi…
Todo Dia
todo dia, todo santo dia
acordo cedo
o sol na minha cara
tô na beira, terça-feira,
rezo o terço
sonho para não dormir
eu já bati na tua porta ninguém
eu já pedi foi tanta coisa ninguém
cresço para bem servir-te
oh pátria amada
tenho a nobreza do conga
eu não queria me calar oh mãe
minha mãe
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.voix : Mônica Freire
.basse: Liminha
. guitare: Guy Kaye
. percussions: Marcio Victor et Gustavo Didalva
.claps: Márcio Victor, Gustavo Didalva, Mônica Freire, Dan Gigon et Liminha
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Do Outro Lado
Como é que eu chego aí
Do outro lado
Em que situação
Em que estado
A volta me parece longa
A estrada complicada pra mim
Como é que eu vou sair
Sem ser notada
Alguém que nem parece ter mudado
E de repente achar normal
Viver desse outro lado
Pra que lado vira
Pra que lado venta
Quem foi que inventou
De que lado é certo
Onde é longe ou perto
De onde estou
De que lado é certo
Se onde é longe é perto
Do que eu sou
Será que eu chego aí
Do outro lado
Que língua eu vou falar
No seu estado
A estrada nem parece pronta
A volta complicada pra mim
Como é que eu vou fugir
Sem ser notada
Alguém que espera sempre
O inesperado
Consegue atravessar sem ir
Voltar sem ter voltado
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. voix : Mônica Freire
. basse: Dan Gigon
. guitare acoustique: Celso Fonseca
. guitare : Liminha
. claviers : Alex Mcmahon
. percussions: Marcos Suzano
. batterie: Tony Albino
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Do outro lado
Comment est-ce que j’arrive là-bas
De l’autre côté
Dans quelle situation
Dans quel état
Le retour me paraît long
La route compliquée pour moi
Comment est-ce que je vais sortir
Sans être remarquée
Quelqu’un qui ne paraît même pas avoir changé
Et par hasard trouver normal
De vivre de cet autre côté
vers quel coté ça tourne
De quel coté il vente
Qui est-ce qui a inventé
Quel est le bon côté
C’est où, c’est loin ou près
D’où je suis
Quel est le bon coté
Si où c’est loin, c’est près
de ce que je suis
Est-ce que je vais arriver là-bas
De l’autre côté
Quelle langue je vais parler
Dans ton état
La route n’est pas prête
Le retour compliqué pour moi
Comment est-ce que je vais fuir
Sans être aperçue
Quelqu’un qui attend toujours l’inattendu
Arrive à traverser sans aller
À revenir sans être de retour
Samba Improvisado
O dia tá cinza faz frio
Me perco nas curvas do Rio
Cristo Redentor
Teu samba por todos os lados
Moleque no sinal fechado
Quer virar doutor
É cada qual pro seu lado
Estamos conversados
Diz, pra onde eu vou
Meu samba improvisado
Vai descompassado de amor
Eu vou pro mar
Da filosofia
Eu vou pro mar
Obatalá guia
Eu vou pro mar
Pro mar da Bahia
Eu vou pro mar
Da filosofia
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. voix et guitare acoustique: Mônica Freire
. vocal: Rodrigo Maranhão
. basse, guitares, orgue et programmation: Liminha
. programmation : Damien Seth
. batterie mpc live: Domenico Lancellotti
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Le jour est gris, il fait froid
Je me perds dans les courbes de Rio
Christ rédempteur
Ta samba de tous les cotés
Des enfants de la rue aux feux rouges
Rêvent de devenir docteurs
C’est chacun pour soi
N’en discutons pas
Dis-moi où aller
Ma samba improvisée
Va, démesurée d’amour
Je vais à la mer
de la filosophie
Je vais à la mer
“Obatala” guide
Je vais à la mer
La mer de Bahia
Je vais à la mer
De la filosophie
Ubuntu
Qual é o seu nome
Oba, Oya
Quem é que te move
Logunedé
Que som tem a lingua
Banto, Xhosa
Será tem perfume
Nanã, ifá
Eh! Xangô, Ibejê
Chama que eu vou
Yemanjá, Oya, Ochumaré
Minha casa vai pra onde eu vou
Pra qualquer lugar
Vai pro Canadá, vai pro Norte
O céu nos protege
Obatalá
Na voz uma chama
Iorubá
Eh! Xangô, Ibejê
Chama que eu vou
Yemanjá, Oya, Ochumaré
Aonde eu vou carrego o mundo em mim
Eu sou Ubuntu de coração nagô
Minha casa vai pra onde eu vou
Pra qualquer lugar
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. voix: Mônica Freire
. basse, guitares, slide guitare et scratch mpc: Liminha
. guitare acoustique: Dan Gigon
. percussions: Marcio Victor et Gustavo Didalva
. batterie: Tony Albino
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Dans la culture sud-africaine, ubuntu désigne la capacité d’exprimer la compassion, la justice, la réciprocité, la dignité, l’harmonie et
l’humanité pour construire, préserver et renforcer la collectivité.Ce mot désigne notre interdépendance, notre humanité commune et notre
responsabilité les uns envers les autres.
Ubuntu c'est un mot originaire des langues Zulu et Xhosa. Ces deux ethnies sont partie intégrante de la formation du peuple brésilien.